Projeto quer proibir propaganda e patrocínio de bets no Brasil

Proibição Propaganda de Bets

Patrícia Steffanello | Assessoria de Comunicação

Imagem: Pixabay

A Frente Parlamentar Mista para a Promoção da Saúde Mental apresentou um projeto de lei que busca proibir anúncios, propagandas e patrocínios de bets no Brasil. A proposta foi protocolada para tramitar simultaneamente na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, com apoio de parlamentares de diferentes partidos.


O objetivo central é reduzir a exposição da população às campanhas publicitárias de apostas esportivas, especialmente em televisão, rádio, internet, redes sociais, plataformas de streaming, outdoors e eventos esportivos ou culturais.


O que o projeto pretende proibir?

Pelo texto apresentado, a proposta prevê a proibição total da publicidade de plataformas de apostas, incluindo:

  • anúncios em TV, rádio e internet;
  • publicidade em redes sociais;
  • campanhas em plataformas de streaming;
  • outdoors e mídia externa;
  • patrocínios esportivos;
  • patrocínios culturais vinculados às BETS.

A preocupação dos parlamentares está relacionada ao crescimento das apostas online e aos possíveis impactos sobre endividamento familiar, saúde mental e exposição de crianças e adolescentes à publicidade massiva.


BETS, saúde mental e endividamento

O debate ganhou força porque as apostas online deixaram de ser vistas apenas como entretenimento. Segundo informações apresentadas no evento, os danos associados às apostas podem gerar custos bilionários ao país, envolvendo tratamento em saúde mental, ansiedade, depressão e endividamento familiar.


Também foi citada a estimativa de que milhões de brasileiros já apresentam algum comportamento de risco relacionado ao jogo. Esse cenário reforça a discussão sobre a necessidade de limites mais rígidos para a publicidade das bets.

 

Autoexclusão: uma medida de proteção ao consumidor

Outro ponto importante é a plataforma de autoexclusão, que permite ao usuário solicitar o bloqueio voluntário e simultâneo em casas de apostas vinculadas ao seu CPF.


Segundo a notícia, mais de 574 mil pessoas já utilizaram essa ferramenta, e parte significativa apontou perda de controle sobre o jogo e impactos na saúde mental como motivo para aderir ao bloqueio.

Por que esse tema importa juridicamente?

A discussão envolve temas relevantes para o Direito, como:

  • proteção do consumidor;
  • publicidade abusiva;
  • saúde mental;
  • superendividamento;
  • responsabilidade das plataformas digitais;
  • proteção de crianças e adolescentes;
  • limites da atividade econômica diante do interesse público.

Mesmo que as apostas estejam regulamentadas no Brasil, a publicidade do setor pode passar por novas restrições caso o projeto avance no Congresso Nacional.


O projeto já está valendo?

Não. O projeto ainda precisa passar pela tramitação legislativa na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Portanto, a proibição ainda não está em vigor.


Até que haja aprovação e sanção, as regras atuais continuam valendo. No entanto, a apresentação da proposta mostra que o tema deve seguir em debate nos próximos meses.


O avanço das bets no Brasil trouxe uma nova preocupação jurídica e social: até que ponto a publicidade de apostas pode influenciar o comportamento da população e contribuir para situações de dependência, endividamento e sofrimento familiar?


O projeto apresentado pela Frente Parlamentar busca impor limites mais severos à divulgação dessas plataformas, colocando a saúde mental e a proteção do consumidor no centro da discussão.


Se você enfrenta problemas relacionados a apostas, endividamento ou impactos familiares decorrentes do jogo online, buscar orientação jurídica pode ajudar a entender seus direitos e os caminhos possíveis para proteção financeira e pessoal.

Previsibilidade na advocacia
28 de maio de 2026
Seu escritório vive de alvarás? Descubra 3 pilares para criar previsibilidade financeira, gerar receita recorrente e organizar sua gestão jurídica.
Vazamento de dados no INSS expôs milhões de CPFs
28 de maio de 2026
Vazamento de dados no INSS expôs milhões de CPFs. Entenda o que aconteceu, quais informações foram acessadas e quais os riscos para os segurados.